quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pesquisa traça panorama do turismo em favelas do Rio de Janeiro


Pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo ao Núcleo de Turismo da FGV Projetos, e realizada com a professora do CPDOC Bianca Freire-Medeiros, mostra que 58% dos turistas brasileiros têm interesse em visitar uma favela; entre os estrangeiros, o percentual é de 51%. Divulgado depois de os governos federal e do estado do Rio de Janeiro anunciarem um convênio para promoção do turismo nas favelas da capital fluminense, o estudo indica opções de atividades – como produção de artesanato e hospedagem – que prometem incrementar a geração de emprego, renda e inclusão social. Opções que não estão baseadas no simples assistencialismo, mas na capacidade empreendedora e criativa.
Confira alguns resultados:
 46% dos turistas estrangeiros que visitam as favelas cariocas buscam, do alto dos morros, uma perspectiva diferente sobre a cidade. Já 47% dos turistas brasileiros que visitam as comunidades desejam conhecer a cultura, a realidade e as pessoas que nelas vivem.
 As melhores impressões que os turistas tiveram sobre a favela foram relativas à arquitetura do local (55,9%) e à vista da cidade (41,1%), além do conhecimento de projetos sociais (34,9%).
 Apenas 36,6% dos turistas estrangeiros, no entanto, compraram algum produto durante sua visita, e os gastos foram relativamente pequenos (muitas vezes, não chegando a R$ 5). Cerca de 40,6% dos turistas que não fizeram compras assinalaram a falta de oferta como um dos motivos de não terem comprado nada, mencionando, entre outras coisas, que não lhes foi oferecido nenhum produto, ou que não viram lojas durante a visita.
 O turista que visita a favela Santa Marta é, na maioria dos casos, estrangeiro, jovem (25 a 34 anos), bastante escolarizado (61,4% têm nível superior completo) e empregado (47%). Ao contrário do que se poderia supor, os estudantes não são maioria, representando 18% do público. Sua renda média mensal é de cerca de R$ 8,5 mil e visitavam o Rio de Janeiro pela primeira vez (85%). Viajavam em casal, grupos de excursão ou de amigos com a intenção de desfrutar o lazer da cidade.

Fonte FGV Noticias

Um comentário:

  1. Muitos dos resultados por conta de empresas de turismo em massa e guias de outras empresas não conhecerem o local e não incentivarem a nada na comunidade. Não fazem parceria com os guias locais e por conta desse motivo os turistas que vão com empresas exploradoras do local não conhecem, não interagem e não se envolvem com a comunidade, assim o turista não conhecendo, não levando nada e nem entendendo nada da cultura e da vida local.

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